sábado, 2 de abril de 2011

Que País é esse!

No Maranhão, o socorro até poderia chegar rápido. O helicóptero recém comprado por quase R$ 15 milhões pelo governo do estado é um dos mais modernos do mundo. Mudando a posição dos bancos e equipamentos, ele pode fazer resgates, transportar policiais ou funcionar como uma unidade de emergência. Mas em terra firme a situação é outra. “A saúde pública no Maranhão é um grande caos. A primeira escala, o atendimento básico deveria ser assegurado logo no começo, e ele não acontece na grande maioria dos municípios”, critica João Maria Van Damme, do Conselho de Saúde de São Luís.
O padre belga que há 20 anos batalha nas pastorais e conselhos de saúde maranhenses fez o alerta que nós confirmamos. Doentes do interior não param de chegar à capital. A situação fica ainda mais grave, porque um hospital e duas policlínicas do estado entraram em reforma ao mesmo tempo em São Luís. O que já não era bom ficou pior.
Com a microcâmera, conseguimos registrar cenas que envergonham. Mas a realidade como ela é precisa ser mostrada. As duas emergências, conhecidas como Socorrão 1 e Socorrão 2, não podem continuar em estado caótico. Nos corredores lotados, está a angústia de quem espera por cirurgias, por exames, por um leito.
As refeições são servidas em um copo de plástico. O prejuízo é de todos, já que o Ministério da Saúde não paga por internações em macas e cadeiras. No ciclo vicioso da precariedade, o simples fato de estar dentro de um hospital já é motivo de algum alento.
“Mesmo assim, do jeito que você está vendo, a gente deve agradecer muito, porque se você vai a outro hospital, tem gente que está em pé no soro”, diz uma senhora. “A maioria desse pessoal que ficou aqui é do interior. Eu acho esse hospital aqui uma mãe, porque ele acolhe todo mundo que vem”, comenta um rapaz.
“A gente fica entre a cruz e a espada. O que nós vamos fazer? Deixar esses pacientes nos corredores, deixar esses pacientes em macas ou devolver esses pacientes?”, critica o secretário de saúde de São Luís, Gutemberg Araújo.
Fiscalizar a aplicação do dinheiro que o governo manda para as cidades e cobrar responsabilidade dos prefeitos seria parte da solução para o caos das emergências nas capitais.
“Hospital não é como hotel. Hotel na hora em que lotou você bota uma placa ‘lotado’. Hospital, não. Mesmo lotado, você tem que atender as pessoas”, afirma o secretário de saúde de São Luís, Gutemberg Araújo.

2 comentários:

  1. Essa é apenas uma parte da pouca vergonha que está acontecendo no nosso Brasil, foi exibido no Globo Repórter nesta sexta.Ai mostra os verdadeiros politicos que colocamos lá para falar por nós. Aonde vamos parar!

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  2. ESTOU INDIGNADA E ENOJADA COM ESSA CLASSE BAIXA, LITERALMENTE FALANDO.

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